Vony Ferreira
VONTADE - 12Mar2010 22:52:00
Fecha-me no teu abraçoQuero adormecer dentro de ti
Perpassa-me como uma lança
E leva metade de mim?
Cega-me com o teu olhar
Quero que me encaminhes
Como se eu fosse um cego
À beira de um precipício!
Faz-te para sempre ponte
Da outra metade que me sobra
Como se teus braços fossem cordas
Que me amarram e me salvam?!
VÓNY FERREIRA
NOTA: - Todos os meus poemas, contos e prosas estão registados na SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES e IGAC / Último registo em Fevereiro 2009
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2010/03/vontade.html
PRECISO DE TI... - 04Mar2010 00:07:00

Como visionária das trevas
Ergo-me das sombras e sorrio
Afago os pássaros feridos
Como o meu olhar atento
Como se a minha imagem anacrónica
Fosse uma borboleta sem asas
que poisa na tua mão fechada.
Hoje, preciso de ti
Bem dentro de mim.
?Acerca-te do meu coração
Como se raspasses o céu da alma
Com os teus dedos aveludados
Como se perpetuasses poemas
Em invisíveis e eternos abraços.
Hoje preciso de ti?
Sim!
Vem comigo rasgar dores alheias
Como quem fala com os anjos
Através do perfume das flores.
E adormece nos olhos dos pássaros
Que têm medo de voar?
VÓNY FERREIRA
NOTA: - Todos os meus poemas, contos e prosas estão registados na SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES e IGAC / Último registo em Fevereiro 2009
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2010/03/preciso-de-ti.html
SINTO-ME TRISTE... - 15Fev2010 21:10:00

Hoje...
vou afundar todos os navios
onde olho o céu e adormeço.
Vou castigar os olhos com sal e algas.
Golpear as montanhas de desilusões
com o mesmo arpão assassino
que fere o dorso de uma baleia.
Hoje...
Vou deixar que os dentes ranjam
Diante a fome de uma criança
Ah... para que não esqueça
Para que jamais encubra
- O quão ridícula é esta tristeza!
(VÓNY FERREIRA)
NOTA: - Todos os meus poemas, contos e prosas estão registados na SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES e IGAC / Último registo em Fevereiro 2009
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2010/02/hoje.html
ISSO... ? É QUE NUNCA! - 29Jan2010 17:59:00

Seria capaz de correr sobre pregos
Andar de patins sobre as ondas do mar
Voar agarrada às asas de uma abelha
Mas esquecer-te? Isso? é que nunca!
Quisera num grito beijar o silêncio
Como quem inventa o arco-íris no céu
Apanhar as pedras que florescem nas bermas
Mas esquecer-te? Isso? é que nunca!
(VÓNY FERREIRA)
NOTA: - Todos os meus poemas, contos e prosas estão registados na SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES e IGAC / Último registo em Fevereiro 2009
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2010/01/esquecer-te-isso-nunca.html
A MORTE DE UMA ANDORINHA - 22Jan2010 17:54:00

O vento irado
aprontou o furacão.
A chuva fria
transformou-se em neve.
A andorinha
a arder em febre
Voou alto
até despir o céu.
Revirou os olhos
viu a Primavera
Até que lá no alto
por fim morreu?
VÓNY FERREIRA
NOTA: - Todos os meus poemas, contos e prosas estão registados na SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES e IGAC / Último registo em Fevereiro 2009
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2010/01/morte-de-uma-andorinha.html
BANHO DE UTOPIA... - 21Jan2010 12:36:00

Coloquei num trapézio invisível, os nossos medos, as nossas dúvidas mais cerradas e deixei que o ritmo cardíaco do meu coração fosse o guardião acérrimo das últimas esperanças, enquanto galopava feito touro, em arritmia. Enquanto ia gotejando a seiva vermelha sobre as nossas emoções descompostas.
Estive a milímetros de esborrachar-me no chão, deserto de rede, mas superei mais esse medo factual, para ser menos um? que (tu e eu?) teríamos que testar.
Em cada queda destrambelhada de um receio, limitei-me a olhar-te nos olhos.
E é neles sempre que eu descubro o verdadeiro céu.
Vi muita vez as nuvens atravessá-los impiedosamente, mas dissipei-as? com a pressa de quem anseia um dia de sol em pleno inverno.
Depois? limitei-me a descansar a minha exaustão nas bermas das tuas pestanas, tendo como miragem o profundo oceano que se esconde por detrás das tuas pálpebras.
Vou ficar assim? nesta quietude de brisa com medo de assustar os pássaros, à espera que o oceano me traga as conchas que ainda enfeitam as pegadas que deixaste na areia desta praia...
(VÓNY FERREIRA)
NOTA: - Todos os meus poemas, contos e prosas estão registados na SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES e IGAC / Último registo em Fevereiro 2009
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2010/01/banho-de-utopia.html
Senhor... falo contigo! - 15Jan2010 12:21:00

Explica-me o dúbio
Senhor? Meu Deus
Este frio tão febril
A chuva de estrelas mortas
Que inunda os meus olhos.
Explica-me o critério
Das tuas decisões falíveis
Sou tua filha?
Rejeitas-me, Pai?
Pelas minhas opções?
Ah? deliberaste mal...!
Não...
não te peço desculpas
pela minha discordância!
Estou em pecado
Por ser quem sou?
Por amar quem amo?
Sou filha incógnita?
Senhor? Meu Deus?
ah?estou tão zangada!
Porque punes os pobres?
Que já nada têm?
Senhor? ouves-me?
Nessa surdez tão crónica?
Hoje... perdoa-me
Não falo mais contigo!
Amém... !!
(VÓNY FERREIRA)
NOTA: - Todos os meus poemas, contos e prosas estão registados na SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES e IGAC / Último registo em Fevereiro 2009
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2010/01/senhor-falo-contigo.html
CÉUS... QUE INFERNO!! - 13Jan2010 14:42:00

Atravessei descalça a estrada, indiferente ao frio da noite. Confusa pela repentina descontinuidade desse caminho. O asfalto maltratado ondulava debaixo dos meus pés, mordendo-os, com a mesma voracidade do mar que teima em se demorar nos meus olhos, cansados de não te encontrar?
A pressa de chegar ao fim abriu a minha alma ao meio. Passei a ter dois corpos. Um céu a esmagar-se contra o inferno!
Era como se de repente me transformasse num vulcão que acorda debaixo de um palácio de cinzas e não pode nem sabe como evitar uma catástrofe iminente.
Não te encontrei? céus? que inferno!
O que me aguardava era um beco sem saída. Uma cruz forrada de heras, a fuzilar a tua imagem pregada à luz nocturna, desfocada. Uma espécie de sorriso ébrio e sarcástico.
E eu que pensei encontrar-te, sorridente e afável. Carregando o vento pelos cabelos e roubando o brilho dos olhos à luz do luar. Foi assim que a minha imaginação fértil te pintou no quadro abstracto da memória, sabias?
Grande crime é este de ser sonhadora?!
Amaldiçoei-te biliões de vezes, não por ti mas por mim. Com as mesmas lágrimas com que queimei a pele e os olhos? afoguei a minha tristeza. Não por ti, mas por mim!
Reduzi com a perícia dos desesperados os nossos mundos paralelos, ao milímetro e à destreza de um pensamento que se renega e nos estigmatiza.
Céus... que inferno!!!
(VÓNY FERREIRA)
NOTA: - Todos os meus poemas, contos e prosas estão registados na SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES e IGAC / Último registo em Fevereiro 2009
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2010/01/ceus-que-inferno.html
À Poetisa Lila Marques - 12Jan2010 12:48:00
Germina a goiaba
enquanto subo o coqueiro
que altivo espreita o céu
e se ofusca com o sol.
Diz-me? minha amiga
- Porque sondo as fontes
no deserto das palavras?
Como se matasse a sede
e desafiasse as escarpas?
Agora que o sol se esconde
atrás de um mar invencível
e os rios correm sem pressa
de seduzir um mar distante.
Ah... eu vejo a luz do dia
À procura do horizonte!
Diz-me, minha amiga...
Porque chora a mangueira
prenha de flores e de chuva
no infinito da memória
no calcário que há em mim??
(VÓNY FERREIRA)
NOTA: - Todos os meus poemas, contos e prosas estão registados na SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES e IGAC / Último registo em Fevereiro 2009
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2010/01/poetisa-lila-marques.html
FRAGMENTOS - 11Jan2010 23:51:00

Roucas são as manhãs
Vestem de frio os dias
Abraçam o vento e choram
a neblina das ideias.
Loucas são as tardes
vestem os remendos da alma
Descalçam as luas mortas
que se estatelam na mente.
Moucas são as noites
Riscam o vidro da memória
Que se ilumina na cegueira
Dos olhos secando lágrimas!
VÓNY FERREIRA
NOTA: - Todos os meus poemas, contos e prosas estão registados na SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES e IGAC / Último registo em Fevereiro 2009
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2010/01/fragmentos.html
INSINUAÇÃO - 07Jan2010 17:45:00

Entre paragens e arritmias
lágrimas a mascarar sorrisos
visões a interpretar cegueiras
há um rio que me incendeia
que galga as margens do meu peito.
Corre apressado e errante
na vertigem dos meus dias
faz dos meus olhos diques
e dos meus dedos, espelhos.
É nele que me insinuo
que refaço a minha alma
com a seda da tua pele
que cobre o meu desejo.
VÓNY FERREIRA
NOTA: - Todos os meus poemas, contos e prosas estão registados na SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES e IGAC / Último registo em Fevereiro 2009
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2010/01/masturbacao.html
Se o silêncio... - 24Dez2009 22:48:00

Se o silêncio
é um rio sem peixes
Onde mergulho
sem saber nadar
Busco desesperadamente
a superfície
Para que possa
de novo respirar?
Sem respostas,
agitam-se as perguntas
No preâmbulo
de um monólogo triste
Por teimosia
Visto-me de réplicas
E vagabundeio
como um pedinte.
(VÓNY FERREIRA)
NOTA: - Todos os meus poemas, contos e prosas estão registados na SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES e IGAC / Último registo em Fevereiro 2009
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2009/12/imperturbavel-silencio.html
MASOQUISMO... - 22Dez2009 12:42:00

Hoje...
A minha vida se esfuma
da fogueira acesa do peito.
Fecha-se hermética
a minha boca
À inflexível fome
de sofrimento!
(VÓNY FERREIRA)
NOTA: - Todos os meus poemas, contos e prosas estão registados na SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES e IGAC / Último registo em Fevereiro 2009
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2009/12/hoje.html
REMAR CONTRA A MARÉ - 18Dez2009 15:27:00

Não atinjo os Alpes da tristeza porque ela se alinhou por debaixo dos meus pés,rasteja como quem se esqueceu de andar...para em seguida se entrelaçar ao vento que teima em bater às janelas trancadas.
A memória está prestes a morrer nos olhos de um pássaro que
ao querer voar se estatelou no chão.
Agoniza
Suplica ajuda
Chora
em gotículas transparentes
as esperanças de ver um novo sol
que se enfeita agora de sombras?
A minha sina escreve-se nesse momento de agonia?
- Sinto-me cansada de remar contra a maré?!
(VÓNY FERREIRA)
NOTA: - Todos os meus poemas, contos e prosas estão registados na SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES e IGAC / Último registo em Fevereiro 2009
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2009/12/remar-contra-mare.html
Meu amor, ah... meu amor!!! - 16Dez2009 11:22:00

Alcanço-te sem braços
Desfaço o embaraço
de não te abraçar!
Meu amor,ah... meu amor?!
Subo as montanhas
Com a ponta dos dedos
Desvendando-te a serenata
das minhas entranhas
em delírios poéticos!
Até que me dispo em ti
E te mostro o que sou?
Meu amor,ah... meu amor?!
Como se a vida estacasse
Nesse fátuo momento
Em que te concebo ?!
(VÓNY FERREIRA)
NOTA: - Todos os meus poemas, contos e prosas estão registados na SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES e IGAC / Último registo em Fevereiro 2009
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2009/12/alcanco-te-sem-bracos-desfaco-o.html
POEMA DA AGONIA - 11Dez2009 00:27:00

Nascem versos brancos
No céu ensombrado
Fecho-os no meu peito
Com um velho cadeado
Prendo todas as sílabas
No fundo dos olhos
Perfuro as agonias
Com a ponta dos dedos.
Polígrafo de incertezas
A desvendar a vida
Morram os poemas
E a minha louca utopia.
Aqui crucifico a bruma
Desses versos brancos
Com pregos de incenso
A estoquear meu sangue.
VÓNY FERREIRA
NOTA: - Todos os meus poemas, contos e prosas estão registados na SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES e IGAC / Último registo em Fevereiro 2009
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2009/12/poema-da-agonia.html
Poemas lidos por Vóny Ferreira - 01Dez2009 11:49:00
"EM BUSCA DO SOL"
Desci o despenhadeiro pelas tuas pestanas
em busca de um sol penetrante.
Deixei-o escapar entre os dedos
enquanto subia a escadaria do teu peito.
(VÓNY FERREIRA)
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2009/12/poemas-lidos-por-vony-ferreira.html
- 30Nov2009 01:06:00
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2009/11/poema-de-manuela-fonseca-lido-por-vony.html
O Bloqueio - 27Nov2009 14:55:00

No rescaldo do fogo
recolho as cinzas
que desfizeram
o abraço prometido.
Ah... e o oceano
o oceano...
à nossa espera!
Lambo-lhe o sal
engulo a lonjura.
Afundo no peito
a bátega ácida
que inflama
os meus olhos
incrédulos!
Remendo a tristeza
prego a mágoa numa cruz,
e no lado esquerdo, do peito
ponho a jeito
essa luz esbatida
esse arredio verde olhar
que avermelhou os meus?
No lado direito
fecho na chaga da pele
o bloqueio condenador.
Implanto uma flor branca
para que um dia vejas
a minha alma a florescer.
(VÓNY FERREIRA)
NOTA: - Todos os meus poemas, contos e prosas estão registados na SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES e IGAC / Último registo em Fevereiro 2009
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2009/11/o-bloqueio.html
O MUNDO NÃO ME QUERIA... - 20Nov2009 16:34:00

É no encalço de mim
que os vários alinhavos
desvendam o início de tudo.
Perdi-me no teu útero
modelado de tristezas
nesse teu céu caótico
feito de sons e águas
onde deveria ter sido
um embrião infecundo.
...O mundo não me queria
nem tu, mãe, precisavas
de outra boca para comer
de mais olhos para chorar
de uma idealista castrada
No epígrafe da poesia.
(VÓNY FERREIRA)
NOTA: - Todos os meus poemas, contos e prosas estão registados na SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES e IGAC / Último registo em Fevereiro 2009
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2009/11/o-mundo-nao-me-queria.html
- 19Nov2009 16:18:00

Se a poesia tiver que morrer?
que em mim se cale a saudade
para que eu ignore a emoção
que se afunda nas minhas pálpebras.
Que eu atravesse os altos muros
onde a rudeza do frio me espreita
com alardes de primavera.
Que se esculpa dentro de mim
O cheiro do rosmaninho
que o vento açoita à noite.
Que eu morra primeiro!
Se a poesia
tiver que morrer?
(VÓNY FERREIRA)
NOTA: - Todos os meus poemas, contos e prosas estão registados na SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES e IGAC / Último registo em Fevereiro 2009
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2009/11/se-poesia-tiver-que-morrer-que-em-mim.html
Eu, amor, eu... - 17Nov2009 23:10:00

Eu, amor, eu?
Penteio as palavras
que te enaltecem
que se apagam
depois?
nas pupilas abertas
que te choram
e te adormecem.
Instigar
Cerrar
Ressurgir.
Eu, amor, eu?
Fico a um passo
de tudo
corro órfã para ti
visto o mundo
e desnudo
ciente
de que não tenho nada!
Eu, amor, eu?
Desfivelo o cinto
com que te aperto
e te demoro
e te abraço
em dilúvios de desespero.
(VÓNY FERREIRA)
NOTA: - Todos os meus poemas, contos e prosas estão registados na SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES e IGAC / Último registo em Fevereiro 2009
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2009/11/eu-amor-eu.html
Declamação de: VÓNY FERREIRA - 15Nov2009 18:19:00
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2009/11/poema-escrito-e-declamado-por.html
NADA... NADA!!! - 13Nov2009 18:28:00
Já não te ouço?Acorrentei para sempre a minha vontade
A exausta pressa de te ouvir sem estares
Descarnei a tua voz enviesada na mente
Este híbrido soluçar de violinos sem cordas.
És agora um som dissonante?
O instante que regride ? e morre
Que desflora os sonhos com lâminas
Que ovala o meu coração como se o rasgasse
Qual vento encurralado a querer abrir a janela.
No meio do vórtice, nada escapa?
Nada...
Nada!
Nem o perfume dos momentos plácidos!
(VÓNY FERREIRA)
NOTA: - Todos os meus poemas, contos e prosas estão registados na SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES e IGAC / Último registo em Fevereiro 2009
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2009/11/nada-nada.html
A TI, DEIXO... - 11Nov2009 09:54:00
Deixo aos teus pés os meus passos erranteso desassossego de não encurtar a lonjura
os rios de palavras a correr em desatino
fazendo dos meus versos, a minha clausura!
Deixo as vogais a boiar nos meus olhos
nas virgens lágrimas, que tento secar
as mais dóceis consoantes, afagar os sonhos
em lampejos de cegueira que te quer alcançar.
Deixo o ocaso inverter o despenhadeiro
explodir no teu sorriso estrelas dispersas
mesmo que no meu peito se inflame o inferno
nele desabrocham flores, no meio de pedras.
VÓNY FERREIRA
NOTA: - Todos os meus poemas, contos e prosas estão registados na SOCIEDADE PORTUGUESA DE AUTORES e IGAC / Último registo em Fevereiro 2009
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2009/11/ti-deixo.html





