Vony Ferreira
ADEUS... - 26Jan2012 12:08:00
Adeus... não, adeus não...Devo sim... dizer-te que tropecei nas pedras
Que as flores hão-de de novo florir
Que o sorriso dos pássaros está na tua voz
Que após a noite escura o dia volta a nascer.
Devo sim... dizer-te antes, que as palavras, regeneram
Mesmo quando são inadvertidamente punhais e animosidade
Que apesar do enorme vazio que dentro de mim sinto
É no coração sangrando que sempre te encontro.
Adeus... não, adeus não...
Devo sim dizer-te que a madrugada despontará novamente
Como aqueles sonhos em que acordamos em sobressalto
Que afinal os pesadelos são terríveis instantes
Em que perdemos a noção de que o caminho é em frente.
(VÓNY FERREIRA)
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2012/01/nao-me-digas-adeus.html
UMA GRANDE AMIGA QUE ME OUVE... (Carta nº 5) - 26Jan2012 11:00:00
O tempo erróneo não se compadeceu com as minhas tentativas frustradas em manter a flutuar perante os meus olhos fechados à realidade, as bolas de sabão onde coloquei imaginariamente os sonhos. Mantinha-os activos, através de sopros tão suaves que chegavam a expirar muitas vezes em explosões de tosse seca.
Nasci e envelheci prematuramente naquele corpo de menina franzina que fui. Vagarosamente fui-me apercebendo que brincar nada tinha a ver com aquela turbulenta necessidade de me sentar na terra a olhar enternecida o vai-vem das borboletas e dos pássaros. Acompanhada apenas com os meus amigos imaginários. Inchada de solidão até aos ossos que se exibiam principalmente nos joelhos e pernas numa nitidez escandalosa. Os miúdos da minha idade chamavam-me ?palito vaidoso? e eu que os olhava quase sempre nesses momentos com sobranceria forçada, acabava por correr como se fugisse de uma verdade pegajosa, com medo de me vir a esvair no vale de lágrimas onde habitualmente lavava o barro cinzento da alma.
O tempo austero e coxo, nessa altura, não me avisou que os sonhos são pedaços de sol arrancados aos dias mais invernosos. Agora? já é tarde para inverter tudo isso.
Tenho pena porque algures dentro de mim, ouço ainda a menina que chora sozinha e que fala para si mesma em voz alta, convencida que tem ao seu lado uma grande amiga que a ouve?
(VÓNY FERREIRA)
In As Minhas Memórias: "AS VERDADES TAMBÉM ENGANAM" Textos registados
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2012/01/uma-grande-amiga-que-me-ouve-carta-n-3.html
Música dedicada à minha querida amiga Lila Marques e todos os meus verdadeiros amigos - 25Jan2012 13:30:00
Opinião de Wilhelm Dilthey sobre o processo criativo (a imaginação criativa).
?... Não resultará a criação poética de um processo psíquico especial, ou de um encadeamento de processos que lhe sejam próprios. Dimana dos mesmos processos que produzem qualquer manifestação da vida psíquica. A diferença entre essas manifestações, tão distintas entre si, resume-se apenas numa questão de intensidade.
A imaginação criadora do poeta ? tomada esta palavra num sentido amplo, que abrange o criador da obra literária em verso ou em prosa ? afigura-se a Dilthey como um fenómeno que surge da vida de todos os dias, e que não tem as fontes misteriosas que os românticos procuram dar-lhe.? ( Wilhelm Dilthey,1833-1911)
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2012/01/para-minha-querida-amiga-lila-marques-e.html
AMNÉSIA - 24Jan2012 17:00:00
Quem sou que não me revejo?Quem sorri ou chora em mim?
Sou muitas vezes o assombro
De tudo quanto não conheci!
VÓNY FERREIRA
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2012/01/quem-sou-que-nao-me-revejo-quem-sorri.html
NAUFRÁGIO / Carta nº 4 - 24Jan2012 16:20:00
?Finalmente, tudo se acalma
A mão dormente ainda segura o leme.
Não é que eu esteja num barco ou sobre água
Embora os meus braços sejam muitas vezes
Remos quebrados, remando em desespero
Num mar que nunca tive para navegar.
? Finalmente o vento amansa
Os olhos foram arrastados por uma onda gigante
Não tenho bússola nem conheço qualquer farol
Mas sei que há uma tela fixa na parede branca
Que mostra a tempestuosidade do mar
e o barco onde me vejo a naufragar?
(VÓNY FERREIRA)
In As Minhas Memórias: "AS VERDADES TAMBÉM ENGANAM" Textos registados
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2012/01/naufragio.html
PURIFICAÇÃO / Cartta nº 3 - 24Jan2012 16:11:00
Abomino todas as formas de amor possessivo
Porque quanto a mim o amor é sereno
O amor é compreensivo e complacente
É o estandarte flutuante da confiança no outro
Mas por imposição do meu coração estrangulado
Concedo-lhe o direito absolutamente infame
De me desmentir no acto mais inconsciente
Por ser humana, imperfeita e inteira.
Sei que sendo assim embruteço a todo instante
Mas amo, como amo, porque amo?
Ah eu não devia, juro por Deus que o não queria!
Se arrasto os pés pela lama da minha imbecil realidade
É porque amar alguém é acima de tudo subjectividade
Que nos transcende muita vez e nos explica
A seguir o mesmo caminho com altivez e confiança!
O amor-ódio é de tal forma deprimente e negativo
Que nenhuma traição por mais inconsciente que seja
O justifica e explica. Daí que me derrame em paranóias
(VÓNY FERREIRA)
In As Minhas Memórias: "AS VERDADES TAMBÉM ENGANAM" Textos registados
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2012/01/purificacao.html
(DES) IMPEDIDO - 23Jan2012 10:19:00
Já colhi belas flores no campo
Dei-tas e a outras replantei no deserto
Já neutralizei o oceano com a mente
E tu apenas disseste: ? fica em aberto??
Já caminhei sobre vidros em fogo
Para te mostrar que não há obstáculos
Já vagabundeei sem destino pelas ruas
E tu apenas disseste: ?fica em aberto??
Já sangrei a mágoa e o desconforto
E escrevi no vento o quanto te amo
Acamei a impaciência nas encostas
E tu insistes em adiar o mais óbvio?
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2012/01/des-impedido.html
BREVE NOTA - 23Jan2012 09:33:00
Um beijo tão breve
Que o pressintas
Tão cálido e quente
Que o sintas.
Um abraço tão forte
Que te alcance
Tão envolvente e sentido
Que o não ignores.
Um sorriso tão triste
Que o alegres
Tão sincero e carinhoso
Que o eternizes.
(VÓNY FERREIRA)
Que o pressintas
Tão cálido e quente
Que o sintas.
Um abraço tão forte
Que te alcance
Tão envolvente e sentido
Que o não ignores.
Um sorriso tão triste
Que o alegres
Tão sincero e carinhoso
Que o eternizes.
(VÓNY FERREIRA)
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2012/01/breve-nota.html
Que Há-de ser de Nós? / SERGIO GODINHO - 23Jan2012 09:07:00
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2012/01/que-ha-de-ser-de-nos-sergio-godinho.html
ABSTRAÇÃO - 22Jan2012 11:51:00
À Poeta Ana Maria Oliveira
Esborratei finalmente
O sol que brilhava da tela
As cores vivas e afixadas
Explodem e esbatem-se
Como se arrancasse as penas
De uma pomba em agonia
E matasse um rio
com chuva de pedras.
Já não lhe capto emoção
O paradigma
da feiura ou da beleza
As suas cores são apenas
A demência alcatroada
Agora que meus sonhos
Esvoaçam em carne viva
E a crença mais intrínseca
É um pássaro numa gaiola
(VÓNY FERREIRA)
Nota: Imagem tirada do Google, desconheço o autor da mesma
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2012/01/abstracao.html
TRAVESSIA NO DESERTO (carta nº 2) - 20Jan2012 10:41:00
Preciso de sair de casa, respirar, gritar bem alto até que o silêncio me devolva o eco transfigurado da minha voz em desespero. Como faço?- pergunto-me, amedrontada.
Penso em ti e uma vez mais a distância tão longínqua encurta-se milagrosamente ao clic de uma lembrança. Pareço ouvir-te dizer? >> que loucura é essa?<< - mas ignoro quando me apercebo que o vento resolveu trazer-me a tua voz enrouquecida aos ouvidos numa sinfonia cravada de sons alucinantes.
Abro devagar a porta da rua, fazendo rodar a chave com uma ligeireza de quem vai arrombar um cofre armadilhado. Deixo uma breve nota na mesa da cozinha caso acordes e te levantes para comer ou beber água.. Rascunho com uma letra nervosa:
>> Estou indisposta, vou às urgências do hospital. Não te quis preocupar, devo estar com a tensão muito alta>>.
Como se tivesse acabado de assaltar uma casa, saio em bicos de pés. Fecho a porta tão silenciosamente que me surpreendo. Olho o relógio à socapa. São 3 e 17 da madrugada. Mal piso a rua em direcção ao carro, a noite esbofeteia-me com um cinismo gelado. Deixo-o entranhar-se abusivamente nos ossos. Por instantes encosto-me a um poste de electricidade como se quisesse apanhar o frio pelas goelas e guardá-lo no bolso do casaco comprido e quente. Finalmente alcanço o carro a tremer de frio. Começo a minha viagem sem um destino definido. O silêncio da noite chega a ser assustador. Quando dou por mim estou perto do mar. paro o carro numa zona onde podia ouvi-lo em protestos galopantes como se me ameaçasse que aquele lugar nada tinha haver comigo.
Só então consegui chorar, tanto, tanto, que agora me pergunto porque raio não me havia de sentir asfixiada, se um oceano enegrecido inundava os meus pulmões.
Regressei a casa pelas tuas mãos invisíveis depois de me abraçares quando a aurora prometeu o apogeu do encantamento. Adormeci perto das seis horas. Enrosquei-me nos cobertores e sonhei que estavas ao meu lado.
(VÓNY FERREIRA)
In livro de textos: "AS VERDADES TAMBÉM ENGANAM" Textos registados
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2012/01/travessia-no-deserto-carta-n-2.html
(IM) PRUDÊNCIA - 20Jan2012 09:52:00
Nem não
Nem sim
Nem nunca
Apenas esta ânsia de caminhar
Esta louca correria paralisada
Que faz levitar meu pensamento
Pelos céus mais negros do tormento.
Nem tudo
Nem nada
Nem pouco
Apenas esta vontade de ser
Essa flor que se enovela num cacto
Essa gaivota que não se cansa de voar
Até que a exaustão lhe paralise o voo.
(VÓNY FERREIRA)
In livro de textos "TODAS AS VERDADES ME MENTEM" Textos registados
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2012/01/im-prudencia.html
ENSINA-ME... (Carta nº 1) - 18Jan2012 14:29:00
Hoje, preciso que me ensines a neutralizar o pensamento que me endurece a alma dorida, com a mesma eficiência com que o granizo reduz as flores agarradas à terra ainda ontem anestesiadas pelos desperdícios da Primavera.
Porque será a realidade um paradoxal desequilíbrio que transforma de repente um todo em absolutamente nada? Porque reduziu em tão poucas horas essas flores férteis, em míseros fantasmas gelatinosos?
Como um peixe asfixiando lentamente fora de água, ei-las gangrenando podridão, como se a vida nada mais fosse que uma miragem.
É essa comparação matemática com as emoções e verdade da vida que me horrorizam, sabes? Tenho medo do gigantesco medo que se apossa de mim como um cancro galopante. Terei salvação? Ou morrerei putrificada como essas flores que ainda ontem faziam as delicias dos olhares mais sensíveis?
Meus Deus...! Senhor!
Reparo de repente que os meus sonhos tropeçaram num a rocha calcinada. Porque fugiram elas do papel onde os desenhei em forma de estrelas sorridentes só porque quiseram ver o sol mais de perto? Agora... vejo-o arrastando-se como um pássaro com as asas feridas e resta-me abandonar o coração na sombra de um velho cacto.
Por favor, ensina-me, a regredir no tempo, preciso de encontrar a menina que me visita através dos sonhos. Peço-te... tem piedade!
Ensina-me o que fazer para não sofrer sempre que te vejo com uma nitidez de cristal no meu pensamento acenando com as tuas mãos alvas como se te despedisses de mim! Eu fico mirrada de tanta dor que acabo explodindo suores frios por mais que cerre os olhos e queira desviar-me dessa imagem luzente. Por mais que me doam de tanto forçar para os cerrar na expectativa que desapareças com a mesma rapidez e tristeza com que te deitas nas arestas do meu cérebro pronto abraçar a loucura.
Ensina-me o que fazer para não sofrer sempre que te vejo com uma nitidez de cristal no meu pensamento acenando com as tuas mãos alvas como se te despedisses de mim! Eu fico mirrada de tanta dor que acabo explodindo suores frios por mais que cerre os olhos e queira desviar-me dessa imagem luzente. Por mais que me doam de tanto forçar para os cerrar na expectativa que desapareças com a mesma rapidez e tristeza com que te deitas nas arestas do meu cérebro pronto abraçar a loucura.
Como te posso esquecer se és uma nascente que brota por debaixo dos meus dedos? Se percorres com afagos o meu coração em passeios deliciosamente apaixonados e te pões a cantar ao meu ouvido como se quisesse embalar o meu sobressaltado sono?
Amo-te tanto...! Como posso dizer-to sem ser lamechas?
Às vezes tenho medo que o amanhã multiplique este soluço que vou aprisionando na minha garganta com rebuçados de mentol para que a tosse que me engasga não faça perceber a ninguém que é por ti que chamo quando lacrimejo de tanto tossir, que te pressinto em tudo o que não digo mas penso.
Vá lá, ensina-me a ser forte como tu.
Às vezes tenho medo que o amanhã multiplique este soluço que vou aprisionando na minha garganta com rebuçados de mentol para que a tosse que me engasga não faça perceber a ninguém que é por ti que chamo quando lacrimejo de tanto tossir, que te pressinto em tudo o que não digo mas penso.
Vá lá, ensina-me a ser forte como tu.
Ajudas? Não quero chorar, nada quero fazer transparecer. Ensina-me a descodificar os meus impossíveis que são uma espécie de dinossauros extintos, por mais que eu insista em fantasiar o renascimento.
Preciso do teu sorriso, de ouvir a tua voz, de ver a tua lágrima beijar-te a iris como se tivesse vergonha de resistir ao sentimento.
Não te zangues comigo pela insistência. Não! Se soubesse como me custa vergar à minha profundíssima incompetência em crescer de uma vez por todas, Em fechar o peito teimosamente aberto e esmurrado pelas desilusões constantes da vida. Ensina-me a esquecer-te se é disso depende a tua felicidade!
(VÓNY FERREIRA)
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2012/01/e-no-entanto-esteve-tudo-tao-perto-que.html
Almas gémeas - 26Dez2011 16:10:00
Vives
dentro de mim
em cada veia assimétrica
que te encaixa
geometricamente
no meu coração.
geometricamente
no meu coração.
Permaneces
em constante metamorfose
como um beijo proteico
um abraço apertado.
Inesperado...
Inesperado...
é o instante em que te diluis
gradualmente
no meu sangue.
e me poluis
de ti.
e me poluis
de ti.
Em nós enfim...
tudo se clarifica
tudo se engrandece.
Quando perante o meu olhar
ensolarado
reapareces
correndo feliz como um rio
transparente.
ensolarado
reapareces
correndo feliz como um rio
transparente.
E eu
vislumbro a tua imagem no céu
como se ela fosse uma ponte.
vislumbro a tua imagem no céu
como se ela fosse uma ponte.
(VÓNY FERREIRA)
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2011/12/almas-gemeas.html
PONTO ZERO... Ensinas-me a camihar só? - 07Dez2011 15:04:00
"Por mim, eu queria poder continuar a estar perto de ti neste momento, ouvir-te, falar contigo,
mas é muito doído para mim ver nos teus olhos a dor e me sentir culpada por ela e sei que é mais doído ainda para ti. Eu não resisto, acabo me rendendo e voltando atrás, quando, na verdade, eu sinto que preciso caminhar só"
...Ainda martelam na minha cabeça estas tuas palavras como se com elas me tivesses crucificado para que a agonia fosse lenta e prolongada. não há sangue a brotar dessas feridas, mas estranhamente sinto-o escorrer pelas faces como se se tivesse diluído na mesma transparência com que me debato com uma dor que jamais conseguirei definir.
Resta-me dizer-te friamente e exaltando de um furor caótico. Não hesites, então...
Não olhes para trás. Inicia o teu caminho com passos largos e deixa o que ficou para trás, sem quaisquer contemplações. No entanto lembra-te que na vida não costuma haver duas oportunidades.
Nada se repete e nem o misticismo de duas almas que se cruzam por mera coincidência tem hipóteses terrenas de se repetir em muitas outras vidas vindouras.
Sabes? No fundo o que vai importando é que não reneguemos nada do que sentimos ou vivemos para que possamos viver com autenticidade. Por mais que o recalquemos em determinados momentos ou que ignoremos o sarcasmo com que o vento traz a bonança depois de semear o caos e a sua fúria. Apetece-me caminhar sentada nesse muro que levantas e continuar a divagar com as pernas do um pensamento que sempre soube como fazer de mim uma refém feliz.
Resta-me dizer-te friamente e exaltando de um furor caótico. Não hesites, então...
Não olhes para trás. Inicia o teu caminho com passos largos e deixa o que ficou para trás, sem quaisquer contemplações. No entanto lembra-te que na vida não costuma haver duas oportunidades.
Nada se repete e nem o misticismo de duas almas que se cruzam por mera coincidência tem hipóteses terrenas de se repetir em muitas outras vidas vindouras.
Sabes? No fundo o que vai importando é que não reneguemos nada do que sentimos ou vivemos para que possamos viver com autenticidade. Por mais que o recalquemos em determinados momentos ou que ignoremos o sarcasmo com que o vento traz a bonança depois de semear o caos e a sua fúria. Apetece-me caminhar sentada nesse muro que levantas e continuar a divagar com as pernas do um pensamento que sempre soube como fazer de mim uma refém feliz.
Sei... que se eu souber esperar me transformarei numa espécie de lírio branco a brotar dum calhau de xisto, ou quem sabe? Um insignificante grão de areia a arranhar os teus olhos só para te anunciar através da brisa o renascimento de mais uma aurora.
O céu( hoje tão enegrecido) que me mantém cega derivado à sua escuridão atípica, diz-me que nem sempre o sol aquece os corações nem tão pouco a chuva esfria os nossos corpos. Há sempre a lei da compensação, como se isso dependesse quase sempre do nosso estado de espírito e nada mais. Que assim seja...
Que eu atravesse o mar com os meus olhos fechados mas o alcance quando me dirigir às suas ondas, passivamente.
Que eu aprenda a ver esse sol de novo, por detrás das nuvens brancas e que logo depois limpe a lágrima que me repete o que adivinho na dor. Que de facto nem sempre o que parece fazer sentido leva-nos para o sentido mais correcto.
A vida é breve demais para a desperdiçarmos, não é? Porque hesitas e a desperdiças? Temos tão pouco tempo, já...
O céu( hoje tão enegrecido) que me mantém cega derivado à sua escuridão atípica, diz-me que nem sempre o sol aquece os corações nem tão pouco a chuva esfria os nossos corpos. Há sempre a lei da compensação, como se isso dependesse quase sempre do nosso estado de espírito e nada mais. Que assim seja...
Que eu atravesse o mar com os meus olhos fechados mas o alcance quando me dirigir às suas ondas, passivamente.
Que eu aprenda a ver esse sol de novo, por detrás das nuvens brancas e que logo depois limpe a lágrima que me repete o que adivinho na dor. Que de facto nem sempre o que parece fazer sentido leva-nos para o sentido mais correcto.
A vida é breve demais para a desperdiçarmos, não é? Porque hesitas e a desperdiças? Temos tão pouco tempo, já...
Por mim deixo-me fica aninhada sobre o meu nada, sôfrega de tudo o que espero e desespero, mesmo que no fundo reconheça que sou uma espécie de prisioneira de um talvez.
Terei depois de tanto incidente, avanços e recuos, forças para renascer das cinzas?
Saberei descortinar que os sonhos impossíveis são pedaços de céu que nos acolhe?
Estou no ponto zero... ensinas-me a caminhar só?
Terei depois de tanto incidente, avanços e recuos, forças para renascer das cinzas?
Saberei descortinar que os sonhos impossíveis são pedaços de céu que nos acolhe?
Estou no ponto zero... ensinas-me a caminhar só?
(VÓNY FERREIRA)
In As Minhas Memórias: "AS VERDADES TAMBÉM ENGANAM" Textos registados
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2011/12/caminhar-so.html
Apresentação do Meu Romance em Leiria e Lisboa Slideshow Slideshow - 06Dez2011 11:34:00
Apresentação do Meu Romance em Leiria e Lisboa Slideshow Slideshow: TripAdvisor? TripWow ? Apresentação do Meu Romance em Leiria e Lisboa Slideshow Slideshow ? to Leiria. Stunning free travel slideshows on TripAdvisorFonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2011/12/apresentacao-do-meu-romance-em-leiria-e.html
FERIDA - 04Dez2011 10:25:00
Em mim, tu és
um rio a correr
aos ziguezagues
prenho de sol
nos dias mais cinzentos
abraço de pedra
a fluir no meu sangue
sorriso adiado
no meu pensamento.
Em mim tu és
o grito amotinado
beijando minha boca
casto de palavras
na escuridão do silêncio
o peixe sem pressa
nadando nas minhas costas
desovando saudades
no suor dos meus dedos.
(VÓNY FERREIRA)
Ao destapar os meus sonhos vi que tinham evaporado
Vóny Ferreira
In 1000 pensamentos dispersos
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2011/12/poema-um-amor-perdido.html
A TI, MÃE. - 25Nov2011 13:57:00
Com o profundo do peito meu
Encontrei nuvem tão baça, tão baça,
Que vi um véu mesmo no olhar teu...
O teu palco se fechou mãe?
O teu mundo se perdeu?
Quem te busca não te encontra
De ponta a ponta
Neste teu breu.
Onde andam tuas luzes?
Onde anda o teu andar?
Estão indo num barquinho
Arrastados pelo mar?
A saudade te tortura?
Corta a carne e seca o ar?
Quem te resgata pr?esta vida?
Alguém te alcança neste navegar?
Quem te resgata pr?esta vida?
Quem te livra de naufragar?
Quem cuida da tua ferida?
Será que essa ferida é de sarar?
(Autora:Lila Marques)
Na foto: Lila Marques com sua mãe e filha
Nota: Este poema sensibilizou--me imenso, pela ternura que é transmitida
pela Lila à sua mãe, que vive momentos muito tristes depois de ter perdido
2 filhos no espaço de 3 meses. Revi nestas tristes e belas palavras do poema
a minha própria mãe que muitas vezes limita-se a olhar... para o VAZIO!
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2011/11/ti-mae.html
Adeus... até sempre! - 22Nov2011 09:48:00
Sangra-me o adeus nas palavras É com iodo e sal que as limpo Deserta do mundo resta-me a bússola E os desertos onde me reencontro. Adeus... até sempre, ou até nunca que o meu presente jamais terá futuro! Eu que sempre fui filha de um adeus Faço-me refém da leviana cilada Em que o diabo me fez filha de Deus Vóny Ferreira |
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2011/11/adeus-ate-sempre.html
Meu amor - 21Nov2011 11:49:00
Alcanço-te sem braços
Desfaço o embaraço
de não te abraçar!
Meu amor,
meu amor?!
Subo as montanhas
Com a ponta dos dedos
Desvendando-te a serenata
das minhas entranhas
em delírios poéticos!
Até que me dispo em ti
E te mostro o que sou?
Meu amor,
meu amor?!
Como se a vida estancasse
Nesse fátuo momento
Em que te concebo ?!
(VÓNY FERREIRA)
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2011/11/blog-post.html
Onde premeditei morrer um dia! - 10Nov2011 21:06:00
Junto os cacos de um presente sem futuro. A surpresa deixa-me como que incapacitada para reagir
de outra forma mais positiva. Habituada a perder, porque a vida nunca me deu nada de mão beijada, constato abismada que não estava minimamente preparada para o fim da linha que no meu coração era ainda o começo. Entendes?
Naufrago no meu próprio desespero e acabo sem fôlego na areia onde os imbecis como eu acabam por morrer, sós... Sempre me senti só, não há pois qualquer surpresa nisso.
Não minimizo a minha dor. Porra! Só que deixei de falar dela com a pieguice de quem sente pena de si mesmo. Não te atrevas a acha-la inflamada ou exagerada, grande merda. Nem penses...!
Não sei falar deste sofrimento, é certo. Só senti-lo como chaga aberta que sangra.
Só sei dizer que dói, porra.... porra.... porraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
... Obstinada como sou, mantenho como lema que é sempre preferível "o antes quebrar... que torcer."
Nunca acredites nas minhas lágrimas porque elas são uma espécie liquidificada de pedras como eu, que nasci num ermo bafiento, à beira de um grilo constipado e da geada a fumegar das silvas
Em momentos como este, insisto em aninhar-me de cócoras na cama e a olhar sem ver os reflexos do dia que deambulam pelo tecto. Sinto-me de tal forma apática que chego a pensar que hiberno. Que estranho! Apago-me... como tu me apagas no teu silêncio sofrido, e mesmo que o não queira acabo por me sentir como se fosse um velho interruptor que não encaixa nas tuas mãos veneradas.
Talvez me reste alinhavar as recordações na bainha de um velho vestido (estranhamente curto de repente...)
e guardar nele as promessas de vidro onde refulge a tua imagem feita de ondas intransponíveis e onde
eu premeditei morrer um dia...
(VÓNY FERREIRA)
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2011/11/junto-os-cacos-de-um-presente-sem.html
Seremos sempre duas... - 07Nov2011 15:07:00
Embora geladas pelos ventos cruzados
Arroxeadas por ânsias tão frementes
Eis as minhas mãos apertando as tuas.
Não amiga, não te deixo à beira rio sozinha
Porque existindo havemos de ser sempre duas?
Consegues ver os anjos atrás das nuvens?
Olham-te solarengos através dos olhos dos peixes
Diluem novas esperanças por entre as pedras
Por mais que a dor e o vazio, em ti se instalem.
Não amiga, não te deixo à beira rio sozinha
Porque existindo havemos de ser sempre duas?
(Vóny Ferreira)
Nota; Poema dedicado à Lila Marques que vive um momento muito triste de sua vida. Em 3 meses perdeu 2 irmãos. Força amiga!
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2011/11/mais-abracos-recados-e-mensagens-para.html
Como adormecer minha insónia (?) - 04Nov2011 14:16:00
Enche-se o vazio da alma
com os perdões que não procuro
com as lágrimas que não choro
com uma indolência mórbida.
Como adormecer minha insónia?
E no pó da mesa-de-cabeceira
o ramo de jasmim da jarra expele
o teu perfume adocicado
agitando o sossego da memória
Como adormecer minha insónia?
Destapa-se teu cheiro debruado
na minha pele a ponto cruz,
desfaço e refaço a história
retiro do negrume toda a luz.
Como adormecer minha insónia?
com os perdões que não procuro
com as lágrimas que não choro
com uma indolência mórbida.
Como adormecer minha insónia?
E no pó da mesa-de-cabeceira
o ramo de jasmim da jarra expele
o teu perfume adocicado
agitando o sossego da memória
Como adormecer minha insónia?
Destapa-se teu cheiro debruado
na minha pele a ponto cruz,
desfaço e refaço a história
retiro do negrume toda a luz.
Como adormecer minha insónia?
(VÓNY FERREIRA)
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2011/11/como-adormecer-minha-insonia.html
Perdoa-me, Mãe! - 25Out2011 16:16:00
Do chão nasceu o meu primeiro choro
as pedras arremessadas por um ódio estéril,
querendo escurecer a luz dos meus olhos
atingindo claramente o mais belo néctar,
do peito farto que enganava a minha fome.
Quem não perdoou o pecado de ter nascido
eu que era a sobra de um infecundo amor,
que olhava as estrelas no céu do teu ventre?
Perdoa-me mãe a dor do meu nascimento
se enganaste a fome para não me veres chorar.
Se te ofereceram flores em vez de esperança
nesse primeiro dia em que ousei resistir.
(VÓNY FERREIRA)
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2011/10/perdoa-me-mae.html
Teu nome - 22Out2011 21:59:00
Do nunca quero tudo que não devo
Da fuga me descubro na liberdade
Do nada faço o muito que não tenho
Na tristeza dissimulo a felicidade.
Sem tempo a cada momento, morro...
A cada minuto em que te vejo mais longe
Se te perco cada dia mais um pouco
Eu entro em negação, tatuando na pele
A primeira letra do teu nome?!
(VÓNY FERREIRA)
Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2011/10/teu-nome.html

























