Vony Ferreira

PIOR QUE MORRER... É NADA ESPERAR! - 04Mai2012 10:22:00

Não tenho mágoa
daqueles
a quem chamei amigos.
Lamento apenas
aqueles que amei
como amigos
sem o merecer nunca...!
Vóny Ferreira



Sim, agora sei?
que a saudade
chora e se esconde
com altivez
no mastro dos barcos
sempre fiel
ao eterno amor pelo mar.

Que o pensamento
se torna febril
ao atracar-se sem âncora
no cais.

Se explica
convulsivamente nos búzios
que se despedem
em silêncio do sol.

Que o sossego
veleja assim oprimido
se inquieta
quando não encontra o farol
e vê partir pelos céus
algumas gaivotas
atrás de uma traineira
que quer naufragar.

Sim, agora sei?
que pior que morrer
é nada esperar!
 

Vony Ferreira


Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2012/05/agorasei.html

MOMENTOS.... (Dedicado a uma amiga especial) - 17Abr2012 21:32:00



Apanhei hoje um pingo de chuva, guardei-o na mão
e quando chegaste,
era a luz do sol que eu guardava...!

Vóny Ferreira


Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2012/04/blog-post_17.html

NASCER E MORER, NUA... - 15Abr2012 22:38:00



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PIOR QUE MORRER É NADA ESPERAR Poema de Vóny Ferreira - 10Abr2012 22:04:00




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SENTIDO CONTRÁRIO - 08Abr2012 23:53:00

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ESQUECER-TE(?) - 06Abr2012 12:47:00

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CONFESSIONÁRIO - 05Abr2012 12:19:00

CONFESSIONÁRIO
Muitas vezes sorrio para que não te apercebas das lágrimas retidas nos meus olhos.
Muitas vezes caminho em frente, aterrorizada pelo medo, prosseguindo apenas porque acredito que depois da noite vem o amanhecer.
Muitas vezes mancho as palavras para que elas te firam até ao âmago só porque sei que essa é a forma de me prestares atenção que necessito.
Muitas vezes amo-te e falo-te em pensamento, só por não ser capaz de o encerrar nos calaboiços da indiferença.
Muitas vezes penso que encontrei o amor e apercebo-me que ele só existe enquanto acreditarmos nisso.
Muitas vezes firo para não sofrer e sabendo por antecipação que irei sofrer terrivelmente por abrir essas feridas a quem amo.
Muitas vezes minto para justificar um erro só porque tenho medo de não ser perdoada.
Muitas vezes penso que odeio as pessoas mais importantes da minha vida com a mesma veemência com que amo emotiva e incondicionalmente, mas é precisamente essa incondicionalidade que me devolve a luz do amor.
Muitas vezes sou tão imperfeita que me recrio com os erros buscando avidamente
a melhor aprendizagem.

(Vóny Ferreira)


Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2012/04/confessionario.html

"É O SILÊNCIO A MINHA VOZ" - 03Abr2012 14:45:00


         

 "Agora que o céu se abre na minha mente como um espanador que boceja carícias e promessas imperceptíveis, preciso levantar a lápide que me serviu de cama e fugir dessa letargia incómoda que me trouxe exaurida e iluminou os meus olhos com escuridão. É ainda o meu instinto de sobrevivência que impera? Acho que sim? eu, a lutadora cobarde das horas mortas que se sente heroína quando as palavras me tornam capaz de vencer todas as batalhas. Inútil e triste é a minha pobre sina, mas tenho que me debater porque ainda não é a hora de desistir?
Acho que preciso urgentemente renascer e recriar-me. Apanhar a aurora, com os olhos bem abertos e sem lágrimas como tanto aprecio. Vendo-a, extasiada, afastando-se lentamente do enlace ainda quente da noite. Preciso sim? oh, como preciso de acreditar que esse milagre intraduzível me possibilitará erguer das cinzas fumegantes onde caí. Arrastar com a ajuda do meu anjo da guarda, as pedras do meu castelo desmoronado por um tornado repentino, que me deixaram soterrada até aos ossos. Preciso aprender de novo as leis básicas da sobrevivência. E se a minha memória estiver definitivamente vulnerável? O que farei? Terei um vento calmo à minha espera a insinuar-se através do teu perfume que me guia?
Ou terei o afago distante dos teus olhos de alecrim a dizer-me que as nossas almas serão eternamente incorruptíveis? Estou em estado de choque, meu Deus, e sinto tanto medo!
Tento despir-me sem forças do barro negro que me transfigurou durante todo este tempo. Deus? Meus Deus? Conseguirei?- Serei capaz? Neste momento só quero olhar sem medo os olhos lânguidos e asquerosos daquele morcego branco que me fazia ter pesadelos horripilantes. Acordar febril e sobressalta como uma menina que nunca teve mãe. Aquela monstruosidade albina que teimava em desfigurar a noite dos meus dias, poisado nos meus ombros. Mordiscando-os a sorrir por dentro. Gretando-os, numa violação silenciosamente cínica. Hoje eu sei que somente a fixidez dos meus olhos apavorados foi alargando as brechas da janela de betão que por vezes aparecia pintada no bolor das paredes sujas onde vivi enclausurada com correntes de vidro lascado. Eu e esse monstro albino com asas de penas, mordendo o silêncio com gritarias que me sugeriam que esse seria o meu verdadeiro anjo da guarda.Era nesses breves momentos de falta de lucidez ou de pura loucura que me apercebia que o sol estreito e frio ia teimosamente escorregando na minha direcção como se quisesse abraçar o meu medo. Eis porque me interrogo:
- Precisarei de escavar o mais profundo de mim mesma para me reencontrar? Serei louca quando idealizo e vivo realidades inarráveis? Ou estarei consciente que o que vejo ou sinto é a única realidade que sustenta a minha existência? Sinto-me muitas vezes filha de alguém cuja alma ainda deambula pelos desertos de conchas e algas que existem no oceano onde morreste numa vida passada para me salvar. É como se a tua voz viesse das profundezas numa espécie de furacão que me empurra para o outro lado do oceano onde as areias são mais brancas e as ondas menos traiçoeiras.
Salvaste-me para te perder? Mas então que sentido dá isso às nossas vidas?
Tudo quanto me rodeia, agora? se torna ainda mais incompreensível e tenebroso.
A sensibilidade que me rasga por dentro e simultaneamente me veste de tudo quanto há de transcendente e belo é um rastilho do nada que vai sustentando tudo aquilo em que vou acreditando. Há alguma razoabilidade nessa descrição paranóica? Sou o que sinto ou aquilo que me obrigam a representar para que seja mais consentânea minha vivência com aqueles que me rodeiam? Cada vez mais desprezo o mundo, as verdades impostas, os catálogos com regras que só existem para baralhar os espíritos mais abertos e que por mais que fraquejam em determinados momentos não se vendem ao silêncio cúmplice daqueles que querem parecer mais idóneos e mais tranquilos. Desde que me conheço que me mato para renascer perante os olhos dos crocodilos com a fórmula ideal que me fará ser a espada rachada, nesta guerra de interesses e de imoralidades aceites.
Desprezo-me e enalteço-me com a mesma veemência. Sentir o que sinto é aceitável ou é a confirmação da minha falta de lucidez e compreensão da realidade e desta minha vida? Muitas vezes faço-o só por uma questão de sobrevivência mental e isso é o que mais me choca e aterroriza.
Resta-me algumas forças no entanto para chicotear a minha teimosia e transformá-la nesta deprimente coragem de lacrau encurralado que cercado, luta pelo simples instinto de sobrevivência. Enquanto vou esperneando e movimentando os braços numa ânsia desconforme de me sentir viva. Fazendo-o como quem é vítima de uma convulsão gigantesca, vai-me ficando a sensação agradável que levito por aí sem rumo. Sem alma, sem emoções, sem órgãos vitais a tornarem visível esta decadente indiferença que se apodera dos meus ossos e floresce por cima da pele como um cacto perdido num deserto hostil.
É uma espécie de sinal da cruz, para que eu me ajoelhe e reze por todos os pecados que cometi ao procurar manter a minha autenticidade indomesticável.
Não sei se estou destinada a continuar a viver neste trapézio de papel sujo pelas palavras que me saem da alma como arrotos descomunais e desagradáveis. Para quê escrever se essas palavras já nada dizem ou traduzem?
Talvez eu saiba que no momento em que deixar de o fazer, morrerei por asfixia, como um peixe fora de água. Espero o sinal divino, nada mais?
Talvez porque pressinta que este é o meu destino. Que o tenho que cumprir até cair ao comprido sem uma réstia de oxigénio que me devolva a esta vida incompreensível que me faz sentir mártir num paraíso de víboras e lobos.
Resta-me, será? Resta-me? atravessar de peito aberto, os teus olhos fechados, o teu coração mirrado borbulhando em carne viva por entre estas linhas tortas que me abafam e revelam todos os sofismas que minam a saúde dos meus pulmões tão negros como a dor que sinto em mim.
Não é que isto seja um lamento, não! Quando já nada espero eu sou uma espécie de formiga. Aguardo resignada que me pisem e me esmaguem. Tudo é preferível a uma morte lenta, como se os segundos pingassem os minutos com uma preguiça de tartaruga coxa."

          Marisa antes de se sentar estendeu o papel escrito ao psiquiatra e sorriu.lhe como que transmitindo-lhe ao seu jeito que aquele pedaço de papel escrito representava em síntese e abandalhações, o que sentia e por isso o escreveu.
Sentou-se de seguida na poltrona cruzando a pernas. Olhou-o com um olhar resignado e triste como se lhe pedisse desculpas por permanecer muda enquanto o ouviria certamente dissecar tudo aquilo que agora estava a ler com uma religiosidade de quem procura a fé numa simples pedra...        Vóny Ferreira

(Enxerto do meu próximo romance:  Texto Registado)




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MORRI / Poema escrito por VÓNY FERREIRA - 02Abr2012 17:10:00


Que dentro dos teus olhos
Eu seja um porto de abrigo
Um barco seguro que te espera
No balanço das ondas sem mácula.

Mesmo que nem sempre
Encontres as estrelas desse céu
Onde me transformo para ser eu
Eu nesse transitório sempre 

que me mata quando me alcança
 

(VÓNY FERREIRA)


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QUEM DERA... MORRER NESSE MOMENTO! / Poema escrito por VÓNY FERREIRA - 02Abr2012 15:16:00

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PEÇO-TE, MEU AMOR! / Poema escrito por VÓNY FERREIRA - 02Abr2012 13:44:00


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PONTO FINAL (.) - 01Abr2012 01:11:00

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(A) deus - 25Mar2012 19:33:00

Nada mais sensato
quando tudo perde o sentido
do que deixar no chão as marcas
dos passos que o tempo apagará
adeus
sem deus
sem diabo mais que infernize
estas horas....

Vóny Ferreira

"BRANDA LOUCURA"
  
Entope-se o teu olhar com a sede dos eucaliptos
Perante vendavais graníticos de pedras
Que vais arremessando num esgar tresloucado
Sonhando com um cais onde os barcos encalham

Tinge-se de cinzas as pedras desse o rio calcinado
Onde os peixes nascem mortos em jazigos de areia
Amedrontados com a baleia agonizando nas tuas pestanas
Com um punhal cravado bem no meio do coração
E a branda anestesia que alimenta a minha loucura

VÓNY FERREIRA



Fonte: http://vony-ferreira.blogspot.com/2012/03/deus.html
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Os meus Livros
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A Arte pela Escrita. Participei neste livro com um texto em prosa poética.
(Vários autores)
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As sombras da Infância


Edição do meu 1º romance em Outubro de 2007
Vóny Ferreira

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Colectânea de Poesia com Poetas Leirienses (Participei com 10 Poemas) Edição da Câmara Municipal de Leiria

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Um estudante reprova no exame de matemática e envia ao pai o seguinte telegrama:
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